
Quase 70% dos imóveis novos têm menos de 45 m²
Mais da metade dos imóveis novos em SP tem menos de 45 m²
Dos quase 60 mil imóveis disponíveis para venda em São Paulo, 67% possuem menos de 45 m², enquanto 1% ultrapassa os 180 m². Os dados são da Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI) realizada pelo Secovi-SP.
Essa predominância de unidades menores não é por acaso. Mesmo em áreas valorizadas, os imóveis compactos tendem a ser mais acessíveis, gerando uma demanda maior.
Outro fator a ser considerado é o Plano Diretor de 2014, que praticamente incentivou os incorporadores a construírem unidades sem vagas de garagem para que elas fossem “emprestadas” aos apartamentos maiores. Além disso, até o ano passado, a construção de imóveis com área inferior a 50 m² era mais vantajosa devido ao cálculo de outorga onerosa.
Médio e alto padrão lideram lançamentos, mas econômicos vendem mais
O estudo ainda apontou que a maior parte desses novos imóveis não se enquadra nos requisitos do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Aproximadamente 38% dos apartamentos lançados nos últimos 12 meses estão dentro do segmento econômico, enquanto os outros 62% pertencem a outros mercados, como o médio e alto padrão.
Apesar disso, fevereiro apresentou um cenário interessante. 63% dos lançamentos e 53% dos imóveis comercializados na capital paulista são do segmento econômico.
Incertezas impedem queda de juros nos EUA
Recentemente, o Federal Reserve (Fed), equivalente ao banco central dos Estados Unidos, anunciou sua decisão de manter as taxas de juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. A motivação por trás dessa decisão foi divulgada na última semana e está diretamente relacionada à sustentabilidade da inflação no país.
De acordo com a ata da reunião do Comitê Federal de Política Monetária (Fomc), os membros optaram por manter os juros elevados por mais tempo, devido às incertezas econômicas e aos riscos de inflação.
Por aqui, movimento parecido podem frear queda da Selic
Enquanto isso, aqui no Brasil, como já mencionado em nossa primeira edição de abril , o Copom, que vinha implementando cortes progressivos na taxa Selic desde agosto de 2023, sinalizou uma possível pausa nessas reduções.
As incertezas relacionadas ao comportamento da inflação, mercado de trabalho aquecido e atividade econômica em ascensão estão na lista de motivos que levariam ao possível fim do ciclo de cortes na Selic.

