Quanto realmente custa construir um prédio? A conta que quase ninguém conhece.

Quanto realmente custa construir um prédio? A conta que quase ninguém conhece.

Quando alguém vê um apartamento anunciado por R$ 1 milhão, é comum imaginar que construir aquele imóvel custou muito menos e que o restante é apenas lucro.

Essa é uma das maiores confusões do mercado imobiliário.

Na prática, o preço de um empreendimento é formado por dezenas de custos que começam muito antes da obra e continuam até a entrega das chaves.

Construir um edifício não significa apenas comprar cimento, aço e contratar mão de obra.

Na verdade, esses são apenas alguns dos componentes da conta.

Tudo começa pela aquisição do terreno.

Dependendo da localização, o terreno pode representar entre 15% e 30% do custo total de um empreendimento. Em bairros muito valorizados, esse percentual pode ser ainda maior.

Depois entram os projetos.

Arquitetura, estrutura, fundações, instalações elétricas, hidráulicas, combate a incêndio, paisagismo, interiores, acessibilidade, consultorias ambientais, sondagens e levantamentos topográficos.

Antes da primeira escavação, milhões de reais podem já ter sido investidos apenas em estudos e documentação.

Na sequência vem a construção propriamente dita.

Segundo o CUB (Custo Unitário Básico da Construção), indicador calculado mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil, o custo por metro quadrado varia conforme o estado, o padrão do empreendimento e os materiais utilizados. Em edifícios de médio e alto padrão, o investimento por metro quadrado pode representar milhares de reais antes mesmo da comercialização.

Mas a construção é apenas uma parte da conta.

Existe também infraestrutura.

Água.

Energia.

Esgoto.

Drenagem.

Pavimentação.

Paisagismo.

Áreas comuns.

Elevadores.

Academia.

Piscina.

Espaço gourmet.

Brinquedoteca.

Coworking.

Tudo isso faz parte do custo final do empreendimento.

Depois entram despesas que muitos compradores nunca imaginam.

Marketing.

Produção de imagens em 3D.

Apartamento decorado.

Maquete física.

Estande de vendas.

Campanhas publicitárias.

Tecnologia.

Equipe comercial.

Comissão dos corretores.

Documentação jurídica.

Seguros.

Licenciamentos.

Tributos.

Custos financeiros.

Em muitos empreendimentos, o investimento em comercialização representa milhões de reais.

Outro fator extremamente importante é o tempo.

Imagine uma obra prevista para durar 36 meses.

Durante esses três anos, a incorporadora continua pagando equipes, financiamentos, fornecedores, seguros e despesas administrativas.

Quanto maior o prazo da obra, maior tende a ser o custo financeiro.

É exatamente por isso que planejamento é tão importante.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a construção civil representa aproximadamente 6% do PIB brasileiro e movimenta uma das maiores cadeias produtivas do país.

Cada edifício gera empregos para engenheiros, arquitetos, pedreiros, eletricistas, encanadores, pintores, fabricantes de cimento, aço, vidro, cerâmica, esquadrias, elevadores, móveis planejados, empresas de tecnologia, transportadoras e centenas de outros fornecedores.

Uma única torre pode envolver mais de 100 empresas diferentes ao longo da sua execução.

Existe ainda um aspecto que poucos consumidores observam.

Quando um comprador adquire um apartamento, ele não está pagando apenas pela unidade.

Ele também está adquirindo uma fração de todas as áreas comuns.

Piscinas.

Academia.

Salão de festas.

Portaria.

Garagem.

Hall social.

Paisagismo.

Infraestrutura.

Tudo isso está incorporado ao valor final do imóvel.

Por isso, dois apartamentos com exatamente a mesma metragem podem apresentar preços completamente diferentes dependendo da qualidade da área comum, da localização, da tecnologia empregada e do padrão construtivo.

Outro erro comum é imaginar que todo aumento no preço dos imóveis representa aumento no lucro das incorporadoras.

Na realidade, a construção civil sofre influência direta da inflação dos materiais, da variação do aço, do cimento, do vidro, da mão de obra, da taxa de juros e do custo do crédito.

Quando esses fatores aumentam, parte desse impacto também chega ao valor final dos empreendimentos.

No mercado imobiliário existe uma frase que resume muito bem essa realidade:

“O cliente compra um apartamento. A incorporadora entrega uma cidade em miniatura.”

E faz sentido.

Porque por trás de cada edifício existe uma infraestrutura completa funcionando todos os dias.

Quando olhamos apenas para a fachada, esquecemos da quantidade de pessoas, tecnologia, planejamento e investimento necessários para transformar um terreno vazio em um patrimônio que poderá permanecer por gerações.

Talvez essa seja uma das maiores lições da construção civil.

O valor de um imóvel não está apenas no concreto.

Está em tudo o que foi necessário construir para que aquele concreto pudesse existir.

📖 Glossário da Jornada Imobiliária

CUB (Custo Unitário Básico da Construção) É um indicador calculado mensalmente pelos Sindicatos da Construção Civil que mostra o custo médio para construir um metro quadrado. Ele serve como referência para orçamentos e análises do mercado, mas não representa o preço final de venda do imóvel.

Área comum São todos os espaços compartilhados pelos moradores, como piscina, academia, salão de festas, corredores, elevadores, garagem e jardins.

Infraestrutura É o conjunto de sistemas que permite o funcionamento do empreendimento, como redes de água, energia, esgoto, drenagem, iluminação e pavimentação.

Quando alguém vê um apartamento anunciado por R$ 1 milhão, é comum imaginar que construir aquele imóvel custou muito menos e que o restante é apenas lucro.

Essa é uma das maiores confusões do mercado imobiliário.

Na prática, o preço de um empreendimento é formado por dezenas de custos que começam muito antes da obra e continuam até a entrega das chaves.

Construir um edifício não significa apenas comprar cimento, aço e contratar mão de obra.

Na verdade, esses são apenas alguns dos componentes da conta.

Tudo começa pela aquisição do terreno.

Dependendo da localização, o terreno pode representar entre 15% e 30% do custo total de um empreendimento. Em bairros muito valorizados, esse percentual pode ser ainda maior.

Depois entram os projetos.

Arquitetura, estrutura, fundações, instalações elétricas, hidráulicas, combate a incêndio, paisagismo, interiores, acessibilidade, consultorias ambientais, sondagens e levantamentos topográficos.

Antes da primeira escavação, milhões de reais podem já ter sido investidos apenas em estudos e documentação.

Na sequência vem a construção propriamente dita.

Segundo o CUB (Custo Unitário Básico da Construção), indicador calculado mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil, o custo por metro quadrado varia conforme o estado, o padrão do empreendimento e os materiais utilizados. Em edifícios de médio e alto padrão, o investimento por metro quadrado pode representar milhares de reais antes mesmo da comercialização.

Mas a construção é apenas uma parte da conta.

Existe também infraestrutura.

Água.

Energia.

Esgoto.

Drenagem.

Pavimentação.

Paisagismo.

Áreas comuns.

Elevadores.

Academia.

Piscina.

Espaço gourmet.

Brinquedoteca.

Coworking.

Tudo isso faz parte do custo final do empreendimento.

Depois entram despesas que muitos compradores nunca imaginam.

Marketing.

Produção de imagens em 3D.

Apartamento decorado.

Maquete física.

Estande de vendas.

Campanhas publicitárias.

Tecnologia.

Equipe comercial.

Comissão dos corretores.

Documentação jurídica.

Seguros.

Licenciamentos.

Tributos.

Custos financeiros.

Em muitos empreendimentos, o investimento em comercialização representa milhões de reais.

Outro fator extremamente importante é o tempo.

Imagine uma obra prevista para durar 36 meses.

Durante esses três anos, a incorporadora continua pagando equipes, financiamentos, fornecedores, seguros e despesas administrativas.

Quanto maior o prazo da obra, maior tende a ser o custo financeiro.

É exatamente por isso que planejamento é tão importante.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a construção civil representa aproximadamente 6% do PIB brasileiro e movimenta uma das maiores cadeias produtivas do país.

Cada edifício gera empregos para engenheiros, arquitetos, pedreiros, eletricistas, encanadores, pintores, fabricantes de cimento, aço, vidro, cerâmica, esquadrias, elevadores, móveis planejados, empresas de tecnologia, transportadoras e centenas de outros fornecedores.

Uma única torre pode envolver mais de 100 empresas diferentes ao longo da sua execução.

Existe ainda um aspecto que poucos consumidores observam.

Quando um comprador adquire um apartamento, ele não está pagando apenas pela unidade.

Ele também está adquirindo uma fração de todas as áreas comuns.

Piscinas.

Academia.

Salão de festas.

Portaria.

Garagem.

Hall social.

Paisagismo.

Infraestrutura.

Tudo isso está incorporado ao valor final do imóvel.

Por isso, dois apartamentos com exatamente a mesma metragem podem apresentar preços completamente diferentes dependendo da qualidade da área comum, da localização, da tecnologia empregada e do padrão construtivo.

Outro erro comum é imaginar que todo aumento no preço dos imóveis representa aumento no lucro das incorporadoras.

Na realidade, a construção civil sofre influência direta da inflação dos materiais, da variação do aço, do cimento, do vidro, da mão de obra, da taxa de juros e do custo do crédito.

Quando esses fatores aumentam, parte desse impacto também chega ao valor final dos empreendimentos.

No mercado imobiliário existe uma frase que resume muito bem essa realidade:

“O cliente compra um apartamento. A incorporadora entrega uma cidade em miniatura.”

E faz sentido.

Porque por trás de cada edifício existe uma infraestrutura completa funcionando todos os dias.

Quando olhamos apenas para a fachada, esquecemos da quantidade de pessoas, tecnologia, planejamento e investimento necessários para transformar um terreno vazio em um patrimônio que poderá permanecer por gerações.

Talvez essa seja uma das maiores lições da construção civil.

O valor de um imóvel não está apenas no concreto.

Está em tudo o que foi necessário construir para que aquele concreto pudesse existir.

📖 Glossário da Jornada Imobiliária

CUB (Custo Unitário Básico da Construção) É um indicador calculado mensalmente pelos Sindicatos da Construção Civil que mostra o custo médio para construir um metro quadrado. Ele serve como referência para orçamentos e análises do mercado, mas não representa o preço final de venda do imóvel.

Área comum São todos os espaços compartilhados pelos moradores, como piscina, academia, salão de festas, corredores, elevadores, garagem e jardins.

Infraestrutura É o conjunto de sistemas que permite o funcionamento do empreendimento, como redes de água, energia, esgoto, drenagem, iluminação e pavimentação.

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