O ano de 2020 foi uma grande surpresa para o mercado imobiliário. Apesar da crise sanitária mundial, o mercado se manteve impulsionado. Com tantas pessoas em casa interessadas em moradias que atendessem às novas realidades e necessidades do momento, além da baixa da taxa Selic intensificou a procura por imóveis. As vendas subiram em 26% e o volume de crédito imobiliário avançou 58%. Mas afinal, como fica o mercado imobiliário em 2021?

Com o aumento da taxa Selic, as previsões são de mudança para o mercado imobiliário em 2021. Os bancos podem rever suas taxas de juros e até mesmo as condições de financiamento podem mudar. Mas isso não precisa ser algo ruim. A taxa básica de juros continua em uma baixa histórica o que torna o momento ideal para adquirir um imóvel.

O que é a taxa Selic

Resumidamente, a taxa Selic é a referência dos juros no Brasil. Ela é utilizada como base para investimentos de renda fixa e operações que envolvem crédito, como o financiamento de imóveis. Essa taxa tem estado em queda nos últimos seis anos, estando no valor histórico de 2% em 2020. Isso impulsiona o mercado imobiliário já que financiar a casa própria ficou mais barato e atraiu muitos interessados.

Contudo, em 2021 a taxa Selic voltou a aumentar, indo para 2,75% ao ano. As projeções também não são animadoras, prevendo que esse valor chegue a 5,5% até o fim do ano. Diante desse cenário é possível que as taxas de crédito imobiliário subam. Mas quanto esses números impactam o mercado? Ainda é um bom momento para adquirir um imóvel?

O mercado imobiliário em 2021

Primeiramente, é importante ressaltar que essa primeira fase de alta da taxa Selic não deve impactar tanto o custo do crédito imobiliário. Mas com o aumento do preço dos imóveis, os bancos podem acabar revendo suas taxas de juros, principalmente se a taxa básica de juros aumentar demais.

Os principais efeitos a longo prazo do aumento da taxa Selic é o seu impacto nas taxas cobradas nos empréstimos imobiliários. Assim, piora-se as condições de crédito e reduz a atratividade de investimentos do setor. Contudo, é importante que esses sejam efeitos a longo prazo e que levará algum tempo para que eles se tornem significativos. Isso significa que a alta na taxa Selic não representa um encarecimento imediato do crédito. Assim, 2021 ainda é um bom momento para adquirir a casa própria. Isso porque, as taxas de juros do crédito imobiliário continuam na mínima histórica de 6,25% ao ano.

Entenda o efeito Selic

Apesar do aumento da taxa Selic, muitos economistas e especialistas no mercado imobiliário acreditam que essa alta pode ter um efeito oposto em um primeiro momento. Isso porque, mais importante que olhar para Selic de curto prazo, é se atentar na queda das taxas de médio e longo prazo.

O crédito imobiliário se trata de uma modalidade de longo prazo, já que os financiamentos podem durar até 35 anos para terminar. Desse modo, as instituições financeiras avaliam não apenas a taxa de juros do momento da concessão, mas como esses valores devem se comportar ao longo dos anos. Contudo, é importante ressaltar que o custo final do seu financiamento dependerá de vários fatores como sua capacidade de renda, o momento que está em sua vida e o futuro do país. O fato principal é compreender que para o mercado imobiliário em 2021 as taxas não devem dar um salto tão grande.

Outro motivo para não se preocupar com o aumento da taxa Selic no momento é o fato dos bancos não terem repassado toda a queda da taxa para o crédito imobiliário. Assim, para eles não existe perda significativa de lucros caso as instituições não subam os juros. Desse modo, com os riscos de perder mercado caso optem por esse aumento, não deve haver alta dos juros para essa modalidade em 2021. Contudo, é importante aproveitar o momento, já que esse cenário pode mudar.

Como ficam os preços dos imóveis em 2021

Aqui, precisamos falar sobre o motivo que levou ao aumento da taxa Selic: a inflação. Ela também é determinante para o valor dos imóveis. Além disso, a alta do dólar impacta diretamente no custo dos materiais de construção, o que também influencia no valor das propriedades. Desse modo, embora as taxas de financiamento continuem baixas, teremos que lidar com o aumento do preço dos imóveis.

Diante de todos os fatores citados, além da própria demanda por imóveis, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbis) estima que os imóveis fiquem de 5% a 10% mais caros em 2021. Assim, com esse panorama do mercado imobiliário em 2021, podem surgir dúvidas quanto ao melhor a ser feito: investir, comprar ou alugar?

Qual o melhor investimento para 2021?

Para essa questão a resposta sempre dependerá dos seus objetivos. Contudo, com o aumento da taxa Selic, a tendência é que investir no mercado imobiliário em 2021 seja mais rentável. Para quem deseja comprar um imóvel, a melhor opção sempre será pagar à vista. Especialistas orientam para não deixar parte do dinheiro investido e aproveitar as taxas mais baixas. Isso porque, é pouco provável que esse investimento tenha valor superior ao que será pago em juros em um financiamento.

Para quem procura comprar um imóvel o momento é ideal. Isso porque, é possível aproveitar as taxas de juros mais baixas antes que os valores da Selic atinjam a alta e influencie no custo do financiamento. Aqui vale utilizar o FGTS para o financiamento, já que nesses casos o valor da prestação pode ficar bem próximo do que se pagaria de aluguel.

Comprando o seu imóvel

Se comprar um imóvel está nos seus planos e você se planejou para esse momento, o aumento da taxa Selic não deve ser um empecilho. Certifique-se de que você possui um planejamento financeiro sólido e que as condições de pagamento se encaixam no seu orçamento. Você também pode simular as opções de financiamento no site de algumas instituições financeiras e ver qual se adapta melhor às suas condições.









Fonte: https://www.casamineira.com.br/blog/mercado-imobiliario-em-2021-2/