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como-comprar-um-imovel-com-renda-baixa - Lilian Agostinho Imobiliaria em Guaratinguetá

Elaboramos algumas dicas para você se organizar financeiramente e saber como escolher o imóvel ideal para o seu bolso.

Por: MeuLugar*

O sonho da casa própria está no imaginário da esmagadora maioria dos brasileiros que moram de aluguel. E não é para menos. Trata-se de uma das grandes decisões que uma pessoa pode fazer na vida, uma vez que envolve um compromisso financeiro grande e também o estabelecimento de uma raiz em um lugar.

Esse sonho pode ser mais acessível do que você pensa. Por isso, neste artigo, vamos te dar dicas valiosas sobre como comprar um imóvel com renda baixa, desde a busca pela casa ou pelo apartamento ideal até a organização das suas finanças.

Por aqui, você vai encontrar:

  • Quais são as formas de pagamento disponíveis para comprar um imóvel?
    • Particularidades do consórcio
    • Uso do FGTS na compra da casa própria
    • Casa Verde e Amarela
    • Para financiamento de imóveis, o Casa Verde e Amarela oferece as seguintes taxas de juros
  • Como comprar um imóvel com renda baixa
    • A escolha do imóvel
    • Organização e planejamento financeiro
    • Controle e corte de gastos
    • Composição de renda para compra de imóvel
    • Os gastos extras na compra do imóvel

Quais são as formas de pagamento disponíveis para comprar um imóvel?


A compra de um imóvel guarda algumas diferenças fundamentais em relação à forma de pagamento. E nós listamos as principais modalidades no quadro abaixo:

Compra à vistaFinanciamento de imóvelConsórcio imobiliário
É o pagamento do valor total do imóvel para o vendedor, em um único depósito, sem envolvimento de uma instituição financeira para concessão de crédito. Quando é feito o pagamento de uma entrada, costuma girar em torno de pelo menos 20% do preço do imóvel, e o financiamento do restante do valor, que é emprestado por algum banco. Nesta modalidade, o comprador precisa ter sido contemplado com a possibilidade do financiamento. No consórcio, o financiamento pode chegar a até 99% do valor do imóvel e o comprador fica responsável apenas pelo pagamento do sinal de entrada.

Comprar um imóvel à vista é a melhor forma de gastar bem o seu dinheiro, uma vez que o pagamento vai todo para o valor do imóvel. Já nas outras duas modalidades, além do valor do imóvel, a pessoa que está fazendo a compra precisa arcar com os juros embutidos na concessão do crédito pelas instituições financeiras. Mas sabemos que a compra à vista é uma realidade para poucos. 

Ao financiar um imóvel, você vai lidar com taxas de juros que estão entre as mais baixas do mercado. Não por acaso, o financiamento imobiliário é a modalidade de compra mais usada por quem realiza o sonho da casa própria. Vale a pena você avaliar o seu momento financeiro e saber se está na hora de ingressar nessa empreitada.

Já no consórcio, não há cobrança de juros, mas há uma taxa administrativa, que costuma variar de instituição pra instituição, que fica na casa dos 20% do valor da carta de crédito. O pagamento dessa taxa é diluído nas prestações, que podem ter prazos de até 200 meses.

Particularidades do consórcio


Na ponta do lápis, o consórcio acaba saindo mais barato do que o financiamento. Mas ao optar por essa modalidade, é preciso que você estude bem as empresas que administram a concessão desses créditos.

Um dos pontos importantes a ser levados em consideração é a taxa de inadimplência, uma vez que o crédito de um consórcio não é concedido por uma instituição financeira, mas pelo grupo de cotistas que participam de um determinado plano. Se muitos cotistas deixam de pagar suas prestações, você pode ter problemas pra ser contemplado com a carta de crédito.

Uso do FGTS na compra da casa própria


O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser um grande aliado para quem deseja comprar a casa própria. E se você acumulou uma boa quantia ao longo dos anos trabalhando com carteira assinada, você pode usar os recursos do fundo para:

  • Pagamento à vista do imóvel (caso o saldo seja suficiente ou seja complementado com recursos próprios);
  • Pagamento da entrada de um financiamento imobiliário;
  • Abatimento da prestação mensal;
  • Amortização do saldo devedor; 
  • Liquidação da dívida

Casa Verde e Amarela


Nesse programa do Governo Federal instituído em 2020, em substituição ao “Minha Casa, Minha Vida”, famílias residentes em áreas urbanas, com renda bruta mensal de até R$ 7.000,00, têm acesso a linhas de crédito para a compra da casa própria. 

Os grupos de renda contempladas pelo “Casa Verde e Amarela” são:

  • Grupo 1: famílias com renda bruta de até R$ 2.000,00
  • Grupo 2: famílias com renda bruta de R$ 2.000,00 a R$ 4.000,00
  • Grupo 3: famílias com renda bruta de R$ 4.000,00 a R$ 7.000,00


Para financiamento de imóveis, o Casa Verde e Amarela oferece as seguintes taxas de juros:


GrupoFaixa de rendaSul | Sudeste
Centro-Oeste
Sul | Sudeste
Centro-Oeste
Norte | NordesteNorte | Nordeste
Não cotistaCotistaNão cotistaCotista
Grupo 1R$ 2.0005,00%4,5%4,75%4,25%
Grupo 2R$ 2.000 a
R$ 4.000
5,25%
5,50%
6,00%
7,00%
4,75%
5,00%
5,50%

6,50%
5,00%
5,25%
6,00%
7,00%
4,50%
4,75%
5,50%
6,50%
Grupo 3R$ 7.0008,16%7,66%8,16%7,66%

Como comprar um imóvel com renda baixa


E agora, para responder a pergunta que justifica a existência desse artigo, comprar um imóvel tendo uma renda baixa demanda muita disciplina, organização financeira, força de vontade e certamente algumas concessões.

Montamos aqui um passo a passo de tudo o que você deve levar em consideração.

A escolha do imóvel


Antes de mais nada, o imóvel precisa caber no seu orçamento. Afinal de contas, para conseguir, por exemplo, um financiamento imobiliário, que é a forma mais popular no país, você precisa ter em torno de 20% da entrada e não se comprometer, para as prestações, com mais de 30% da sua renda. Essa é a média que os bancos costumam trabalhar para a concessão do crédito imobiliário.

Além disso, você precisa levar em consideração que a compra de um imóvel significa se estabelecer em um mesmo endereço por muito tempo. Ou seja, é importante que você leve em consideração fatores como:

  • Ofertas de transporte público;
  • Infraestrutura e opções de comércios e serviços;
  • Caso você tenha filhos pequenos, é importante ver as opções de creches e escolas próximas;
  • Conhecer as opções de lazer nos arredores, como praças, parques e mesmo shopping centers;
  • Proximidade com familiares e amigos também pode ser algo importante na tomada de decisão sobre o local onde você pretende morar por muito tempo, provavelmente pelo resto da vida. 
  • Momento de vida e planos para o futuro, como formar família, por exemplo. Por isso, Não pense apenas na vida que você tem hoje, mas na que pretende ter.

Organização e planejamento financeiro


Realizar o sonho da casa própria significa ingressar em uma fase da vida que demanda muita organização financeira e controle de gastos. Ou, preferivelmente, um corte de gastos. Especialmente se você não faz ideia sobre como comprar um imóvel com renda baixa. Exige, portanto, alguns sacrifícios. 

E são várias as formas de você equilibrar as finanças. Especialmente se tiver disciplina e disposição para pensar no objetivo final, que é a compra do seu imóvel. 

Por isso, comece fazendo uma pesquisa aprofundada sobre os valores praticados na região onde pretende morar e o tipo de imóvel que quer comprar. Dessa forma, você terá uma noção de quanto irá gastar, o que será essencial para o seu planejamento financeiro.

Controle e corte de gastos


Este é o momento do sacrifício e que pode representar várias mudanças de hábito. Neste ponto, é importante que você determine o que é essencial para a sua vida no cotidiano, para evitar compras por impulso e gastos supérfluos. 

E até mesmo uma mudança mais radical pode ser saudável para o seu controle de gastos como, por exemplo, alugar um lugar menor para gastar um pouco menos com moradia. Você pode, por exemplo, seguir essas dicas sobre como encontrar uma kitnet e morar de forma confortável em um apartamento mais compacto.

Uma boa planilha de organização financeira é algo fundamental para você controlar os seus gastos. Algo em que você possa listar toda a sua renda e também os gastos fixos, como aluguel, conta de luz, telefone e internet. 

Essa planilha, inclusive, pode ser levada a um outro nível se você conseguir incluir com disciplina os seus gastos adicionais. Ou seja, aqueles que não são previstos. Anote todos os dias o que gastou e lance na planilha. Dessa forma, em poucas semanas ou meses você consegue ter uma boa noção de onde está gastando seu dinheiro de forma desnecessária.

Veja alguns outros bons hábitos financeiros:

  • Comparar sempre os preços na hora de fazer qualquer tipo de compra, seja no supermercado ou caso tenha necessidade de algo mais caro, como um eletrodoméstico, por exemplo;
  • Sempre faça uma lista de compras, sem supérfluos, antes de ir ao supermercado. E se atenha apenas aos itens listados;
  • Evite saída para comer fora. Mesmo na hora de almoço do trabalho. Levar comida de casa, por exemplo, pode significar uma boa economia;
  • Caso você tenha carro, considere a possibilidade de vendê-lo. Dessa forma, além de começar a fazer um caixa para a entrada do seu imóvel, você deixa de ter gastos como combustível, seguro, IPVA e manutenção;
  • Procure rever seus gastos com planos de telefonia e TV por assinatura;
  • Tente reduzir ao máximo o uso do cartão de crédito.

Composição de renda para compra de imóvel


Não necessariamente você precisa comprar um imóvel sozinho. A maioria dos bancos aceita a participação de parentes na composição de renda para aprovação de um financiamento. E para isso, você pode contar, com:

  • Pais;
  • Filhos;
  • Irmãos e irmãs;
  • Sogros;
  • Tios;
  • Primos;
  • Cônjuges e/ou namorados;
  • Enteados;
  • Madrasta e padrasto.

Os gastos extras na compra do imóvel


É importante você se lembrar que a compra de um imóvel sempre irá envolver gastos extras, além do valor do bem, em si. Impostos e taxas de cartório, por exemplo, podem representar um excedente entre 4% e 8% do valor da casa ou do apartamento.

Você deve se planejar financeiramente para arcar com outros gastos que terá quando efetivamente começar a morar no imóvel, como as contas de consumo (água, luz, gás, internet, entre outras), IPTU e pagamento de taxas condominiais. 

E outra variante que deve entrar na sua conta é que a manutenção do imóvel, uma vez que ele é seu, passa a sair do seu bolso. 

Com todas essas dicas, em vez de se perguntar como comprar um imóvel com renda baixa, você verá que dá para se planejar para realizar o sonho da casa própria.






Fonte: https://blog.casamineira.com.br/como-comprar-um-imovel-com-renda-baixa/

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